Este artigo falará sobre uma das questões essenciais para nós, reles mortais, no sentido de termos uma maior facilidade para usar a tecnologia que nos cerca. De forma didática, descreveremos a relação entre o paradigma do designer da interação e a experiência mostrando como a nossa experiência com a tecnologia tem moldado a usabilidade.

Falaremos, portanto, da usabilidade. A usabilidade ou experiência do usuário é um conceito novo, mas que, intuitivamente conhecemos desde que começamos a ter contato com a tecnologia de softwares e sistemas.

Lendo este artigo, você terá uma ideia introdutória sobre como a usabilidade passará a fazer parte das urgências de todas as empresas de tecnologia do mundo e afetará diretamente a vida de bilhões de pessoas.

Para falarmos do conceito de usabilidade, ou seja, da habilidade de uso (ou não) de uma tecnologia, mais especificamente de um software ou sistema; podemos afirmar (de uma maneira bem genérica) que a usabilidade é a facilidade de interação que podemos ter (ou não, como já dissemos) com as ferramentas tecnológicas que nos cercam.

Porém como os avanços tecnológicos são crescentes, a preocupação dos desenvolvedores e usuários de tecnologias com a melhoria da facilidade para se interagir com uma solução tecnológica estão se tornando prioridades.

USABILIDADE X UTILIDADE

Antes de mais nada é necessário esclarecermos a diferença entre utilidade e usabilidade. Para tanto, é importante pensar que: nem tudo que é útil, é fácil de usar, mas se for fácil de usar as chances de ser útil aumenta, concorda?

Até por que, quem vai querer usar algo inútil?!  Todavia, a usabilidade não deixa de ser o grau de utilização eficiente.

Saindo um pouco do senso comum podemos ver que a utilidade de um software, por exemplo, está na confiabilidade dos dados apresentados enquanto que a usabilidade tem uma relação direta com a facilidade de interação e percepção intuitiva das informações necessárias ao usuário.

É valido inclusive lembrar aquela história de eficiência e eficácia. Pois nestes casos específicos, a eficiência diz respeito a qualidade da usabilidade (do ponto de vista do usuário) enquanto a eficácia de um sistema e sua utilidade reside nos benefícios alcançados pelos usuários através das informações obtidas.

A HISTÓRIA-NÃO-CONTADA DA USABILIDADE

Podemos dizer que a preocupação com o desenvolvimento da usabilidade começou com a engenharia de software. Margarett Heafild Hamilton diretora de um dos laboratórios do MIT e uma das responsáveis pelo plano de voo da Apolo 11 é quem tem o crédito pelo termo engenharia de software.

Depois disso veio o conceito de Interação Homem Computador (IHC) e existe até uma norma da ISO, a ISO  9241, que determina os pré-requisitos da sistemática da usabilidade. Veja a seguir os principais pontos a serem atendidos:

 Maximizar a produtividade: a interface deve permitir que o usuário realize a tarefa de forma rápida e eficiente;

  • Maximizar a satisfação do usuário:a interface deve dar-lhe confiança e segurança, por exemplo, um sistema não pode apresentar dúvidas sobre os dados apresentados.
  • Minimizar a taxa de erros:caso aconteçam erros, a interface deve avisar o usuário e permitir a correção de modo fácil;
  • Facilidade de aprendizado:a utilização do sistema requer pouco treinamento e facilidade de intuitivamente poder aprender a interagir sendo até mesmo auto-explicativo;
  • Fácil de memorizar:o usuário deve lembrar com facilidade de utilizar a interface mesmo depois de algum tempo sem interação.

FÁCIL DE APRENDER, FÁCIL DE USAR

A melhor forma de aprender é pela experiencia assim como quanto mais intuito, no melhor estilo simplificado de sofisticação: aquele para interagir nem precisa pensar, é isso que o usuário busca numa tecnologia principalmente quando se trata de sistemas.

Um sistema que seja complicado de usar torna-se difícil para manusear.

FÁCIL DE LEMBRAR, FÁCIL DE USAR

No contexto deste artigo podemos também entender o aprendizado como sendo o processo pelo qual o usuário mentaliza como usar o recurso encontrado para realizar a tarefa deseja.

Por isso, quanto mais fácil de lembrar as funcionalidades melhor será para aprender e usar uma ferramenta tecnológica.

Imagina um sistema, software ou até mesmo um aplicativo ou site que dependa de um manual de instruções detalhados para se acessar as informações uteis toda vez que você passe um tempo longo sem acessá-lo. Não dá nem para imaginar na verdade…

A PRINCIPAL UTILIDADE É MAXIMIZAR A PRODUTIVIDADE

Todo esse papo de usabilidade e utilidade na verdade está relacionado ao potencial de maximizar a produtividade na realização da tarefa. Assim, a experiência do usuário também conhecida pela a sigla UX…

MINIMIZAR TAXA DE ERROS E MAXIMIZAR SATISFAÇÃO DO USUÁRIO

É bem possível que você ou sua empresa já tenham tido dificuldades para utilizar uma nova tecnologia simplesmente pelo fato dela não ser usual.

Pode ser até mesmo a experiência de usar um aplicativo ou acessar um site, se não for simples e funcional para realizar a tarefa, dificilmente o usuário vai querer continuar usando aquilo.

O PARADIGMA DO DESIGN DA INTERAÇÃO

Falando especificamente da utilização da web ou de um software por exemplo, o design torna-se fundamental, pois é ele quem determina o grau de facilidade da nossa interação com uma determinada interface.

O design da interface precisa tornar a interação do usuário o mais simples e eficiente possível. Até por isso, tudo começa com a interação pois para se desenvolver a habilidade do uso de uma ferramenta tecnológica como por exemplo um software, o primeiro passo é interagir.

Quando usamos uma ferramenta tecnológica seja ela qual for a principal questão está em jogo é se seremos capazes de utilizar ao máximo o que a tal ferramenta pode oferecer. Em suma, de que adiantaria uma nova tecnologia se não podemos usá-la, ou usamos apenas uma parte dela, não é mesmo!

A usabilidade, portanto, se cerca de todas essas características. Podemos até dizer que a usabilidade carrega como objetivo a satisfação do usuário ao experimentar o software além do fato de ter em mãos todas as vantagens que a ferramenta pode proporcionar.

”Tudo o que pode ser inteligível pela compreensão humana, sendo, primeiro, a natureza das coisas, como elas são em si mesmas, suas relações e sua maneira de operar: ou, em segundo lugar, aquilo que o próprio homem deve fazer, como agente racional e voluntário para a consecução de qualquer fim, especialmente a felicidade: ou, em terceiro lugar, os meios pelos quais o conhecimento de um e de outro é alcançado e comunicado; Eu acho que a ciência pode ser dividida corretamente nesses três tipos.” John Locke em o Ensaio Acerca do Entendimento Humano.

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