Agir, eis a inteligência verdadeira. Fernando Pessoa

Todos concordam que um dos principais propósitos das empresas inteligentes é fazer uso da tecnologia para otimizar seus processos utilizando ao máximo seus recursos, sempre com o mínimo de custo e de impacto ambiental.

No entanto, a inteligência organizacional carrega em si um propósito muito maior que a lucratividade e a produtividade eficiente impulsionada pelo uso maciço da tecnologia comum nas empresas inteligentes.

Em nosso último artigo falamos um pouco sobre COMO AS EMPRESAS ESTÃO SE TORNANDO MAIS INTELIGENTES? Mas algumas questões surgem quando analisamos este contexto:

Qual o propósito e a finalidade da inteligência empresarial? Seria apenas uma questão de sobrevivência para as empresas, ser mais eficiente, lucrativa e menos poluente fazendo uso de tecnologias cada vez mais avançadas?

Por que a importância da inteligência organizacional só cresce nas últimas décadas?  E, por que a Gestão do Conhecimento se tornou essencial no mundo dos negócios? Quais são os principais desafios enfrentados pelas empresas nas tentativas de realizar a Gestão do Conhecimento?

 Como seremos capazes de sistematizar gerencialmente o conhecimento dentro das organizações garantindo a inteligência estratégica do negócio? Quem será o responsável pela Gestão do Conhecimento nas Empresas Inteligentes?

Estas e outras questões este artigo buscará responder!

Para tanto, analisaremos como a Gestão do Conhecimento vem evoluindo a ponto de atualmente ser um dos temas centrais dentro das Empresas Inteligentes.

QUAL O OBJETIVO DA GESTÃO DO CONHECIMENTO?

Sem a visão de um objetivo um homem não pode gerir a sua própria vida, e muito menos a vida dos outros. Genghis Khan

Antes mesmo de respondermos a pergunta anterior, é importante entender de uma vez por todas a diferença entre: a gestão do conhecimento, a gestão da informação e a inteligência organizacional.

De um lado, a gestão da informação visa adquirir, armazenar, processar e disponibilizar dados e informações estratégicas para o negócio da empresa. Um exemplo interessante de gestão da informação ocorre na utilização de Sistemas MES (Manufacturing Execution System) para Gestão Online da Produção.

 

Tal tecnologia é uma excelente ferramenta para garantir a acuracidade e a acessibilidade das informações que são premissas da gestão da informação.

Já a gestão do conhecimento, vai muito além disso, corresponde ao conjunto de ferramentas e processos desenvolvidos para obter, analisar, armazenar, compartilhar e administrar os conhecimentos que possui a organização.

Tudo isso de maneira a proporcionar o desenvolvimento cognitivo, elevando o capital intelectual e promovendo maior produtividade e rentabilidade na organização. Nesse ponto, é que temos a inteligência organizacional.

A inteligência organizacional é uma competência coletiva capaz de identificar oportunidades para melhorar, conceber, e até mesmo operar nos processos das empresas fazendo o uso inteligente dos recursos.

Conceitualmente a inteligência organizacional corresponde a capacidade de uma empresa em direcionar seu capital intelectual na realização da missão.

Podemos dizer que a inteligência terá entre um de seus objetivos o ideal de sistematizar a gestão do conhecimento dentro da empresa.

 

COMO SISTEMATIZAR A GESTÃO DO CONHECIMENTO?

“A inteligência é o que você usa quando não sabe o que fazer.” Jean Piaget

 

Será que um dia poderemos criar um sistema que irá capturar o conhecimento válidos e torná-lo amplamente disponível para todos os seus membros da organização com os devidos filtros que tornam seguro o acesso as informações críticas ao negócio?

Cada vez mais, as organizações grandes e pequenas estão tentando responder a esta pergunta com seus sistemas de gestão do conhecimento.

Na verdade, não existe uma forma única para estruturar a Gestão do Conhecimento, mas as empresas podem aplicar por meio das atividades dos seus setores de Gestão de Pessoas, da Gestão da Qualidade e da Gestão Estratégica dos Processos.

Por exemplo, a Gestão de Pessoas, deve ser responsável pelos processos de gestão de competências, feedback, carreira e reconhecimento, além da gestão de clima, equilíbrio organizacional e comunicação interna.

Dentro da Gestão de Pessoas temos por exemplo o setor de T&D (Treinamento e Desenvolvimento), que tem por finalidade definir, controlar e operacionalizar as ações, metodologias, ferramentas e programas de educação corporativa, visando o desenvolvimento contínuo e sistemático das competências necessárias para a formação profissional dos colaboradores.

Além disso, as empresas podem se instrumentalizar do Comitê de Gestão do Conhecimento que promove e mantém ações relacionadas a Inovação, Práticas de Gestão do Conhecimento.

Somada a Gestão da Qualidade e de Processos que aliada com a Gestão Estratégica visam disseminar no ambiente organizacional inovações no mercado através de Monitoramento e Controle atuando em paralelo à Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação e da participação efetiva das lideranças.

Portanto, o gerenciamento de conhecimento corporativo envolve formalmente o gerenciamento de recursos de conhecimento, a fim de facilitar o acesso e a reutilização do conhecimento, tipicamente usando tecnologia de informação avançada.

Uma das principais tecnologias que está se firmando nesse nível de gestão é a inteligência artificial. Pois com a inteligência artificial as bases de conhecimento são geradas para consumo pelos chamados sistemas especializados e baseados no conhecimento, onde os computadores usam inferência de regras para responder a perguntas do usuário.

A primeira máquina de IA a fazer parte de um conselho de administração capaz de armazenar dados e informações e auxilia nas decisões complexas feitas por algoritmos estará entre nós em menos de uma década.

Será que no futuro máquinas com IA serão responsáveis pela inteligência das organização e até quem será o responsável Gestão do Conhecimento nas empresas inteligentes.

 

 

QUEM É O RESPONSÁVEL PELA INTELIGENCIA NAS EMPRESAS?

O primeiro método para estimar a inteligência de um governante é olhar para os homens que tem à sua volta. Maquiavel

 

Esta preocupação do mundo dos negócios com a gestão do conhecimento e consequentemente com a inteligência corporativa vem crescendo a cada ano nas últimas décadas.

 Tanto que atualmente 40% das empresas da Fortune 1000 possuem no organograma a figura do CKO-Chief Knowledge Officer, algo que poderia ser traduzido como um Diretor de Conhecimento da Empresa.

Também chamado de Chief Learning Officer, o Diretor de Conhecimento administra o capital intelectual da empresa, reúne e gerencia todo o conhecimento da organização. (Um enorme desafio diga-se de passagem…)

 Este diretor entende tanto de tecnologia e processos quanto de pessoas e do negócio da empresa. Normalmente, é responsável pela criação de uma infraestrutura e cultura para compartilhamento de conhecimento.

Atualmente, este tipo de executivo é um sujeito-chave, por exemplo, nas consultorias, empresas de tecnologia, bancos e grandes corporações.

Vale lembrar que este tipo de profissional está tendo cada vez mais espaço nas inovações e decisões estratégicas das empresas e seu principal desafio é sistematizar a gestão do conhecimento.

Para quem quer saber mais sobre a utilização de Sistemas de Gestão online da Produção – MES e suas vantagens, sugerimos a leitura dos seguintes artigos:

 

Falando especificamente da Industria 4.0 temos também os seguintes artigos:

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