O conhecimento é o processo de acumular dados. A sabedoria reside na sua simplificação.  Martin H. Fischer

Em qualquer época e lugar, o Conhecimento sempre teve um alto grau de importância para o desempenho e o sucesso profissional e pessoal!

Mais do que isso, importância do Conhecimento no mundo atual tem crescido constantemente. E, o conhecimento está sendo reconhecido atualmente como um diferencial competitivo tanto para empresas quanto para pessoas.

Desde que a Era do Conhecimento começou, a ideia de que ‘Conhecimento é Poder ‘também ganhou uma força que cresce ano após ano.  Uma melhor forma de evidenciar o impacto disso no nosso dia-a-dia é observar o ritmo das mudanças que estão ocorrendo no mundo.

Os avanços tecnológicos são só uma parte dessas mudanças que ocorrem em diversos âmbitos e vertentes. As mudanças que estão ocorrem são tão profundas que muitos acreditam que estamos vivendo o nascimento de uma nova civilização e uma nova forma de viver. Alvin Toffler afirmou por exemplo:

“Embora computadores e telecomunicações tenham um papel importante nas mudanças revolucionárias que estão acontecendo, é importante reconhecer que as mudanças também são econômicas, sociais, culturais, políticas, religiosas, institucionais e até mesmo filosóficas ou, mais precisamente, epistemológicas.

 

Uma nova civilização está nascendo, que envolve uma nova maneira de viver (“a new way of life”). Na verdade, a amplitude e a profundidade das mudanças que estão acontecendo são tão grandes que podemos dizer que apenas duas outras vezes, na história da humanidade, mudanças semelhantes ocorreram.”

Para Toffler estamos vivendo a Terceira Onda, sendo que a primeira onda teria se iniciado com a Revolução Agrícola, a Segunda Onda com a Revolução Industrial e a agora a Terceira Onda seria impulsionada pela era do Conhecimento.

 

O QUE AS EMPRESAS (E AS PESSOAS) PERDEM AO NÃO INVESTIR EM CONHECIMENTO?

Cada vez mais, as empresas enfrentam ambientes altamente competitivos que geram a necessidade delas se tornarem ‘inteligentes’, isto é, tornarem- se cada vez mais ágeis e eficazes em seus processos.

Em algumas situações, as empresas até diminuem de tamanho para se adaptarem a esses ambientes, principalmente quando é urgente reduzir custos e até cortar na carne, ou seja, demitir algumas pessoas da equipe.

Contudo, ainda que tenham ‘capturado’ o conhecimento de seus colaboradores, uma demissão pode resultar em uma perda significativa de informações críticas e estratégicas para organização.

Assim, a taxa de rotatividade crescente no mercado de trabalho pouco aquecido de hoje, torna as organizações susceptíveis de perder em grandes quantidades o seu estoque de conhecimento tão essencial ao seu negócio.

Isso, se não valorizar as pessoas e o conhecimento delas!

 

QUE(M) É O CAPITAL HUMANO DAS EMPRESAS?

Nas empresas cuja riqueza reside no capital intelectual, as redes, em vez das hierarquias, são o modelo organizacional correto.

Thomas A. Stewart

Stewart subdivide o capital intelectual em: capital humano, capital estrutural e capital do cliente. Em sua obra intitulada ‘O Capital Intelectual’, ele salienta ainda que o capital intelectual não é criado a partir apenas de uma destas partes, mas sim, do intercâmbio e sinergia entre elas.

O capital humano corresponde as pessoas. São pessoas com suas competências, talentos e experiências criam produtos e serviços.  Já o capital estrutural é o arcabouço e a infraestrutura que apoia o capital humano. No mundo de hoje a tecnologia ocupa bem espaço.

Já o capital do cliente, por sua vez, é o valor dos relacionamentos de uma empresa com as pessoas com as quais os negócios se realizam.

Não precisamos de muito para evidenciar a importância do capital intelectual e humano, basta lembrar que são neles que residem o conhecido e tudo que narramos anteriormente sobre a valorização crescente do conhecimento no mundo de hoje.

Todavia, algo vem mudando também com a valorização do conhecimento e do capital intelectual e humano. As formas de atuar profissionalmente e desenvolver a carreira mudou completamente nos últimos anos e de forma rápida.

Em suma, reduziu-se a supervisão do conteúdo e aumentou a supervisão do desempenho e do resultado. Enquanto, em relação a carreira das pessoas, as mudanças foram bem mais profundas.

Atualmente as mudanças no âmbito da carreira profissional evidencia que a ideia de emprego foi substituída por projetos, portanto, não existindo mais o velho plano de carreira.

Ainda assim, investir em conhecimento, ou seja, em capital humano é uma das principais formas de aumentar o faturamento e lucratividade.

 

INVESTIR EM CAPITAL HUMANO AUMENTA A LUCRATIVIDADE?

O conhecimento era um bem privado, associado ao verbo SABER.
Agora, é um bem público ligado ao verbo FAZER.”
Peter Drucker

Todos sabemos que investir em conhecimento e capital humano gera lucro.

Pois, foi-se o tempo onde apenas as máquinas ou algumas atividades operacionais rotineiras bastavam para uma empresa ter lucro. Hoje em dia as empresas estão voltando sua atenção para seu capital intelectual e humano para aumentar a produtividade e a lucratividade.

Tornou-se uma premissa do negócio investir no capital intelectual e reter os talentos além de desenvolver competências da equipe como formas de garantir a sobrevivência num mercado tão competitivo.

Uma recente pesquisa da Deloitte, indica que as organizações pretendem investir cerca de 2,4% de seu lucro em benefícios aos colaboradores.

Ainda que seja difícil contabilizar o retorno do investimento, a partir da definição de capital intelectual (que citamos anteriormente) já é possível perceber que os ativos intangíveis agregam valor aos produtos das empresas, seja através das técnicas e tecnologias utilizadas para sua fabricação, das inovações alcançadas ou do bom relacionamento com clientes.

Uma medida importante para a avaliação desses ativos e do valor econômico que os investimentos neles podem gerar é o desenvolvimento de relatórios, tanto internos, visando uma melhor gestão do capital intelectual, quanto externos, de forma a serem avaliados pelos demais stakeholders.

De acordo com o Deutsche Bank, cada vez mais as organizações adotarão este tipo de relatório, desde governos (Dinamarca, Japão e Alemanha) até organizações internacionais como a União Européia. No plano corporativo, já são mais de 150 empresas, principalmente as escandinavas e da Europa central.

Por fim, a importância dos investimentos em ativos intangíveis levou o banco alemão a concluir que o mercado deveria “integrar rotineiramente a informação [sobre capital intelectual] em suas análises para melhor entender o potencial das companhias”. Visto que tais informações interessam aos clientes, aos acionistas e a toda comunidade que é afetada pelas empresas.

Falamos um pouco nos artigos anteriores, sobre o contexto atual onde as empresas inteligentes estão atuando, as megatendências que sinalizam o futuro e também as estratégias utilizadas pelas empresas para se tornarem cada vez mais inteligentes.

Para saber mais, sobre empresas inteligentes leia também os artigos:

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