A COO do Facebook Sheryl Sandberg é uma das mulheres que está impulsonando a transformação digital atual, ela e mulheres como Susan Wojccicki, CEO do YouTube, Ginni Romert CEO da IBM, Meg Whitman CEO da HP e Marisa Mayer CEO da Yahoo.

Mas, infelizmente, os dados atuais que relacionam a participação da mulher em profissões relacionadas a STEM do inglês Science, Technology Engenhariing and Math (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática) mostra uma lacuna enorme a ser vencida.

Apenas 35% das mulheres se interessam ou são incentivadas desde a infância a atuar em STEM. Na idade escolar ou mesmo na graduação a separação entre homens e mulheres aumentam sendo que 35% das vagas são preenchidas por elas mas o número de desistência no primeiro ano alcança 80%.

No mercado de trabalho apenas 1 em 4 mulheres estará atuando atualmente em tecnologia enquanto que 89% dos cargos executivos das empresas de tecnologia são ocupados atualmente por homens.

Tomando emprestada a ideia do Dr. Neil DeGresse Tyson, a próxima Marie Curie pode estar sendo vítima da circuncisão feminina em algum lugar da África. A nova Hipátia talvez esteja trabalhando em algum aterro sanitário brasileiro, sem poder estudar. Quem sabe quantas meninas geniais estão agora sendo tratadas como cidadãos de segunda classe nos rincões mais remotos da Índia, Indonésia e da China?

Quantas astrofísicas, neurocientistas, médicas, psicólogas, matemáticas e filósofas ainda estão perdendo a oportunidade de tornar o mundo um lugar melhor, somente por serem mulheres e estarem – ainda hoje – presas a um sistema de opressão que perdura por tantos séculos?

Para que o sonho de milhões de meninas como a genial Thaís que abre nosso artigo possa se tornar realidade, ainda temos muito o que avançar. A luta pelo reconhecimento das mulheres na ciência só termina no dia em que frases como “agora mulheres são capazes de seguir a carreira científica e realizar descobertas importantes” não façam mais o menor sentido.

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