Uma miríade de personalidades femininas de destaque acompanha as personagens citadas: Mary Cartwright e sua contribuição para a teoria do caos, Emmy Noether revolucionando a álgebra abstrata com o teorema batizado em seu nome, Lise Meitner, fundamental na descoberta da fissão nuclear.

Ainda assim, o apagamento persiste: é dado reconhecimento mínimo às programadoras e operadoras do primeiro “super computador” do mundo, o ENIAC. Frances Bilas, Jean Jennings, Ruth Lichterman, Kathleen McNulty, Betty Snyder e Marlyn Wescoff só têm seus nomes reconhecidos décadas depois, após intensa pesquisa para identifica-las, uma vez que nunca foram creditadas por seus feitos em sua época.

O mesmo ocorre com Leona Woods Marshall, Katharine Way e Chien-Shiung Wu, contribuidoras fundamentais do projeto Manhattan. O projeto que produzira as bombas nucleares na Segunda Guerra. Com a guerra, a ciência avança, e com ela aumenta a luta por conquistas de direitos fundamentais.

As últimas décadas do século XX e o início do XXI mostram que cada vez mais mulheres se tornam profissionais fundamentais para a ciência e grandes desenvolvedoras de inovação tecnológica.

Jeane Goodall, se destaca na área da primatologia, junto de Dian Fossey. Carol Greider e Elizabeth Blackburn recebem o Prêmio Nobel de Fisiologia. Sara Seager explora os planetas extra-solares. Anne McLaren abre o caminho para a fertilização in vitro. Além dos trabalhos de Hedy Lamarr e Grace Hopper na informática.

O caminho para que as mulheres ocupem seu lugar de direito no campo científico parece amplo e bem pavimentado, em nossos dias. Porém, mesmo com todo avanço, em um mundo de maioria feminina, as mulheres seguem em situação de séria opressão, principalmente, fora do chamado “mundo desenvolvido”.

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