A história não contada das mulheres na ciência (e na tecnologia) começa junto com a própria história da humanidade. Não temos registros dos primordiais cientistas dos tempos primórdios. Não sabemos por exemplo quem descobriu o fogo ou quem iniciou a agricultura, a domesticação de animais ou quem foi o primeiro escriba ou professor(a).

No entanto, sabemos, através de estudos sobre as sociedades pré-históricas, que muito provavelmente havia um grande número de mulheres entre estas primeiras inovações, mulheres que criaram a tecnologia desenvolvendo utensílios e ferramentas que facilitam a nossa rotina até hoje.

Podemos inferir isso através da compreensão da divisão do trabalho destas sociedades, nas quais os homens se dedicavam muito mais à caça, enquanto as mulheres praticavam a coleta de alimentos e cuidava dos demais membros da “tribo” em sua maioria crianças pois poucos eram os que envelheciam.

Essas funções favoreceriam imensamente o desenvolvimento de processos cognitivos complexos, incluindo a comunicação, a educação, o cuidado com saúde (e bem-estar) e toda troca de saberes envolvida nestes processos.

Até por isso, se pensarmos nas grandes e revolucionárias transformações que mudaram a humanidade, não seria surpreendente se um potencial viajante do tempo retornasse ao neolítico para constatar que grande parte das primeiras descobertas científicas estavam sendo feitas pelas garotas.

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