Havia, é claro, destaques como Émilie du Châtelet, amiga íntima de Voltaire e primeira cientista a destacar a importância da energia cinética, Caroline Herschele Mary Fairfax Somerville –  as duas primeiras mulheres a se tornarem membros honorários na Royal Astronomical Society de Londres.

O século XIX viu a consolidação dos ideais das revoluções iluministas, porém a maioria das mulheres cientistas seguiu nas trevas da obscuridade, embora algum avanço ocorresse e mulheres como a matemática inglesa Ada Lovelace, pudessem chegar longe o suficiente para prever o advento da computação de uso geral, e possivelmente escrever o primeiro programa de computador.

Contemporânea de Lady Lovelace, a estadunidense Maria Mitchell fez seu nome ao descobrir um cometa em 1847 e tornou-se a primeira mulher membro da Academia Americana de Artes e Ciências em 1848 e da Associação Americana para o Avanço da Ciência em 1850, Ellen Swallow Richards cria o conceito científico de ecologia.

Conforme avançamos no tempo, abrem-se as portas do século XX, e os movimentos pelos direitos das mulheres se tornam cada vez mais fortes e populares. Já não havia como confina-las ao espaço doméstico, e nem como relega-las ao papel de simples ajudantes.

Surgem mulheres de destaque incontestável, que constroem carreiras de forma autônoma e independente, sem estar à sombra de homem algum.

Florence Nightingale destaca-se na área da saúde pública, enquanto na física Marie Curie protagoniza a descoberta das propriedades radioativas dos elementos, tornando-se pioneira na exploração de uma forma de energia que mudaria o mundo.

Na psiquiatria, lado a lado com Freud, Jung e Lacan, figura a imensa Nise da Silveira, propondo terapias muito à frente de seu tempo com resultados extremamente efetivos.

O campo da educação vê surgir Maria Montessori, que será tão revolucionária ou mais revolucionária que Rousseau e Piaget ao desenvolver seu famoso método de ensino, hoje tido como um dos mais completos e eficazes, antecipando as mais recentes descobertas da neurociência.

Algumas histórias não contadas desse período também evidenciam como homens tentaram roubar ideias das mulheres.

Margaret Knight operária de uma fábrica de papel notou que seria muito mais fácil a utilização deles com o fundo plano e desenvolveu uma máquina para fabrica-los, mas ao patentear um tal de Charles Annon rouba a patente que Knight só obteve em 1871. Com a inventora do para brisas Mary Anderson aconteceu algo pior em 1902, após uma nevasca ela cria o para brisas, mas nenhuma indústria de manufatura compra só em 2011 ela foi reconhecida no hall dos inventores.

Em 1905, Nettie Stevens descobriu o cromossomo XY ao mesmo que E. B Wilson mas enquanto Wilson afirmava que o sexo era afetado por fatores ambientais, Stevens acreditava ser apenas a genética.

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