Se olharmos apenas para o trabalho da mulher ao longo da história veremos o quanto elas transformaram a humanidade e em muitos momentos, como agora, fazem algo revolucionário e inovador na ciência e tecnologia.

Mas falando de inovações científicas da antiguidade, há registros de Merit Ptah, médica chefe da corte egípcia, a “primeira médica” (só por comparação ela viveu em 2700 a. C e o Hipócrates pai da medicina” nasceu em 460 a.C).Podemos citar também Tapputi-Belatekallim, a babilônica considerada como a primeira química e perfumista do mundo.

Podemos lembrar as filósofas Temistocleia (mestra de Pitágoras), Hiparquia esposa do cínico Cretas, e Aglaonice (considerada feiticeira por “fazer desaparecer a lua” com suas previsões de eclipses. Ou mesmo da “quase famosa” polímata Hipátia (ou Hipácia) de Alexandria, grande solucionadora de problemas de lógica e de matemática.

Os registros podem ser esparsos, mas sabemos que estas mulheres foram figuras influentes em seu tempo, e que seu trabalho ajudou a moldar o que conhecemos hoje como ciência.

Com a queda do império de Roma, culturas menos interessadas no desenvolvimento científico e filosófico passaram a ter grande influência na Europa. Estas culturas moldaram a nova religião – o cristianismo, que aliás tinha em duas mulheres, Maria e Magdalena, suas maiores expressões de fé depois do próprio Cristo. Vale lembrar que neste período ciência e clero era uma associação muito natural, assim como a recém-criada vida acadêmica.

Entretanto, a própria etimologia latina desvalorizava a mulher pois em latim “femina” vem da junção de “fide” e “minus” que significa “menos fé”. Se você acha que isso as fez desistir, está muito enganado.

 Embora mais uma vez seus nomes tenham sido apagados, as contribuições de Hildegard de Bingen, filósofa e botânica, Hroswitha de Gandersheim, uma incansável filósofa que encorajava as mulheres a serem intelectuais, Trotula di Ruggiero e Dorotea Bucca, médicas que ocuparam cadeiras em importantes universidades provaram o erro do célebre Thomas de Aquino ao afirmar, sobre a mulher, que: “Ela é mentalmente incapaz de manter uma posição de autoridade.

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