As “trevas” medievais se dissiparam, e os mesmos ventos que trouxeram novos ares políticos para a Europa brindaram o continente com a Revolução Científica e a Era Moderna. Mais uma vez, as mulheres estavam lá.

Embora a maioria provavelmente conheça nomes como Galileu e Copérnico, figuras igualmente relevantes – como Margaret Cavendish que criticou acertadamente a ciência experimental de Bacon e foi pioneira no aperfeiçoamento dos microscópios – geralmente passam despercebidos do grande público.

Junto de Margaret, mulheres como a astrônoma Maria Winkelmann e da fundadora da botânica moderna e da zoologia, a alemã Maria Sibylla Merian e suas filhas (ilustradoras científicas talentosas e precisas) lutaram pelo reconhecimento de seu trabalho em uma sociedade extremamente desigual, que seguia considerando – pretensamente embasada pela ciência que dizia valorizar – mulheres inferiores e subordinadas aos homens por natureza. Todavia, é bom lembrar que Merian é tão grande quanto Lineu.

Na era moderna as mulheres obtiveram um pouco mais de reconhecimento: 1748, Eva Ekeblad tornou-se a primeira mulher empossada na Academia Real de Ciências Sueca, e a italiana Maria Gaetana Agnesi foi a primeira mulher nomeada como professora de matemática em uma universidade. Entretanto, ainda eram pontos fora da curva.

As mulheres, é claro, seguiam trabalhando com ciência e tecnologia, porém estavam à sombra dos homens: em uma época de experimentação “doméstica”, elas exerciam sua genialidade como podiam, atuando como “ajudantes” de seus maridos (embora muitas vezes fossem elas mesmas as responsáveis pelas grandes descobertas).

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