A EVOLUÇÃO DA ÁREA DE RECURSOS HUMANOS NO BRASIL

Cada vez mais, o desafio das organizações em garantir melhores serviços e produtos aos seus clientes e a lucratividade para os acionistas e investidores, passará por um conjunto de ações essenciais no gerenciamento de pessoas.  Dito de outra forma, a área de recursos humanos se tornou estratégica para qualquer negócio e continuará sendo assim pelos próximos anos!

Atrair os melhores profissionais, desenvolver líderes e equipes além de direcionar as pessoas garantindo os resultados são premissas dos processos de RH. Mais do isso, a valorização, cuidado e ações voltadas para qualidade de vida no trabalho se tornaram padrão nas melhores empresas para se trabalhar. Contudo, a maneira como isso tem sido realizado ao longo dos tempos não foi igual e, evoluiu se tornando um diferencial das grandes empresas.

Até por isso, neste artigo, iremos refletir um pouco sobre a evolução histórica do gerenciamento de pessoas através do desenvolvimento da área de recursos humanos no Brasil.  

Desta forma, buscamos avaliar as principais estratégias utilizadas ao longo dos tempos e entender melhor os desafios e oportunidades atuais desta área.

O PASSADO DO RH NO BRASIL

Pode-se falar que de fato tenha havido RH ou gestão de pessoas no Brasil antes do século XX?

Certamente que existem registros da produtividade das equipes de bandeirantes que desbravaram esse país 500 anos atrás. Ou antes disso, a hierarquia entre os grupos de trabalho dos indígenas que aqui estavam, com certeza que (de certa forma) havia “gestão de pessoas” com o objetivo de potencializar o resultado da execução de uma tarefa. Mas, no que diz respeito, a evolução a histórica é a partir da indústria que o RH no Brasil começa a tomar forma.

COMO TUDO COMEÇOU?

Enquanto em 1891, o Papa Leão publica uma encíclica “Rerum Novarum– Sobre as Condições dos Trabalhadores” onde rejeita a ideologia socialista mas promove a justiça social. No Brasil, apenas com o fim da escravidão (em 1888) e a chegada da força de trabalho dos imigrantes que se teve início ao trabalho “livre”, no caso, assalariado.

 Quando se inicia o êxodo rural causado pela Primeira Revolução Industrial, as fábricas recrutavam operários que buscavam não apenas emprego, mas renda para viver e adquirir os bens produzidos em massa pela indústria que crescia. Deste período em diante os especialistas dividem em 5 fases do desenvolvimento histórico da área de recursos humanos no Brasil.

FASES DE EVOLUÇÃO DA GESTÃO DE PESSOAS NO BRASIL

Historicamente, até o início da década de 1930 no Brasil, a principal preocupação de controle e gerenciamento dos recursos humanos ainda estava relacionado ao cartão de ponto e os demais registros contábeis que estariam determinando os custos de mão de obra para os empresários.

Esta primeira fase é considerada inclusive como a Era Contábil. Veja que nesse contexto, as pessoas são vistas como recursos operacionais apenas, contabilizadas como um número onde simplesmente poderão ser trocadas caso não gerem lucro.

Entre 1930 e 1950 estará acontecendo a consolidação das leis trabalhistas, garantindo direitos trabalhistas na legislação: o que obriga empresas a se adequarem. São criados os chefes de departamento pessoal com a responsabilidade de gerenciar as relações de trabalho conforme as leis trabalhistas. Com as leis, surge a Fase Legal do RH.

Uma mudança significativa de autoridade sobre o empregado surge neste momento pois a autoridade do chefe de pessoal acaba sendo até superior ao chefe imediato. No entanto, o RH ainda não passa de um burocrático departamento de pessoal que vê humanos como recursos.

COMO A EVOLUÇÃO DO RH TOMOU FORÇA?

Com o impulsionamento da indústria automobilística e a chegada das multinacionais no governo JK surge a figura do GRI Gerente de Relações industriais, o modelo americano de gestão de pessoas e a própria ideia de cultura organizacional surgem neste contexto.

Foi a chamada Fase Tecnicista durou de 1950 até 1965. Como estratégias já se iniciava os serviços de treinamento, recrutamento e seleção, cargos, salários e benefícios assim como a preocupação com saúde e segurança. Vale lembrar que estamos falando do pós-guerra e de todo impacto econômico e social que isto estava trazendo para o mundo e o Brasil. Chega então a nova era da evolução do RH a Era Administrativa.

A Era Administrativa percorre de 1965 a 1985, anos historicamente marcantes para a política e economia do Brasil. Surge a figura do gerente de recursos humanos e sua relação com o sindicato que começava a se fortalecer politicamente com a abertura política que se consolidaria com as eleições presidenciais diretas.

 De uma forma geral, vale ressaltar que, desde então, irá diminuir o foco nos procedimentos burocráticos e nos processos administrativos para que responsabilidade de ordem mais uma humanística e, portanto, mais estratégica passassem a ser rotina da área de Recursos Humanos.

 

O PRESENTE DA GESTÃO DE PESSOAS: ERA ESTRATEGISTA: GESTÃO ESTRATÉGICA DE PESSOAS

A Era Administrativa termina e logo depois da abertura política o Brasil passaria pela abertura econômica se inserindo de vez no mercado e concorrência global. O “padrão mundial’ de excelência e qualidade passam a fazer parte das metas do departamento de RH.

Hoje em dia a responsabilidade de um gerente de recursos humano, ou gestor de gente e talentos está cada vez mais estratégico dentro das empresas e seus negócios. Os processos de atrair e reter os melhores profissionais vai além da gestão, pressupõe estar empaticamente atento as demandas das pessoas e das necessidades do negócio e seus objetivos.

Peter Drucker (ele apareceu inclusive no nosso primeiro artigo: SEJA BEM VINDO AO BLOG DA MD TRAINING!), considerado o pai da Gestão Estratégica de Pessoas, colocou a gestão de vez como uma área de estudos e o ponto central de suas pesquisas estava na importância das pessoas no sucesso das organizações.

Na visão de Drucker: o Autogerenciamento, a Eficácia dos Líderes e a Disciplina para Inovação seriam não apenas tendências, mas sim os principais desafios da área de RH no mundo globalizado. De fato, ele não estava errado…

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