Relacionamos os sete pecados capitais (Luxúria, Preguiça, Gula, Inveja, Soberba, Ira e Avareza) com alguns dos principais erros da gestão do O.E.E, e através desta lista você poderá se precaver de alguns deslizes comuns na aplicação do gerenciamento deste indicador. 

Assim como os “pecados capitais” (que de acordo com a tradição cristã condenariam quem os comete), no monitoramento do O.E.E também existem certos “vícios” que podem condenar o resultado da gestão. A pena para tal condenação? Desperdício de recursos, perda de produtividade e queda na rentabilidade.

Mas saiba que os erros e falhas de interpretação são mais comuns do que se pensa na gestão por indicadores. É possível, sim, usar indicadores sem, no entanto, fazê-lo sob um viés gerencial.  E para evitar erros, é preciso conhecê-los.

Confira a primeira parte da nossa lista de “pecados capitais na gestão do O.E.E” e veja também a melhor maneira de evitá-los:

luxúria

1- A LUXÚRIA NA GESTÃO DO O.E.E

“O coração tem suas razões, que a razão não conhece: sabe-se disso em mil coisas.”
BlaisePascal

Luxúria é deixar-se dominar pela paixão. Impulsionados pela emoção podemos cair na tentação da luxúria e sua sedução. Porém, a sedução pode ser mera enganação, uma fantasia que ilude completamente o seduzido.

Como a luxúria, os indicadores de resultados são sedutores. O O.E.E (Overall EquipmentEffectiveness) é um indicador de resultado, e também tem esta capacidade de seduzir. Qualquer gestor desavisado poderia cair na tentação de olhar apenas para o percentual final de O.E.E, e achar que está fazendo a gestão deste indicador.

Mas o percentual de O.E.E é um indicador de resultado composto por três indicadores de monitoramento: a disponibilidade, a performance e a qualidade. Ao olhar apenas o resultado final de .OE.E isoladamente pode-se não perceber, por exemplo, quando uma performance “acima do padrão” pode “mascarar” perdas na disponibilidade ou qualidade.

Desta forma, iludidos em olhar apenas o “resultado final” muitos acabam, por negligência ou acomodação, seduzidos por outro pecado capital: a Preguiça de fazer a gestão do O.E.E.

preguiça

2 – A PREGUIÇA DE FAZER A GESTÃO DO O.E.E

“Dizem que a vida é para quem sabe viver, mas ninguém nasce pronto.
A vida é para quem é corajoso o suficiente para se arriscar e humilde o bastante para aprender.”
Clarice Lispector

Gestão do O.E.E é trabalho, mas preguiça é sinônimo de aversão ao trabalho, “moleza” ou até mesmo indolência com relação aquilo que precisa ser feito.

Quando relacionamos preguiça e gestão do O.E.E podemos identificar vários personagens, e não apenas o “Preguiçoso”. Personagens como “Braço-curto”, “Já-passei-pra-frente” ou “Minha-parte-eu-fiz” também são exemplos de preguiça.

 Estes personagens são do tempo da “gestão por funções”, a gestão fundamentada na premissa de que “se cada parte realiza sua função, então o sistema como um todo estará sempre operando em seu ponto ótimo”.

Será?

Será que os resultados não precisam ser medidos em sua totalidade, e as partes é que devem ser direcionadas para a excelência do todo, e não o contrário?

No caso especifico da gestão do O.E.E, isso é o mesmo que dizer: a Eficácia Global dos Equipamentos depende não apenas da “equipe operacional” ou somente é responsabilidade da “equipe estratégica”, a sinergia de todos da equipe é o que constrói o resultado.

Além disso, a utilização do O.E.E sempre foi aplicada buscando melhorar desempenho industrial de forma global (OVERALL), mas isso não impediu que os gestores continuassem a buscar indicadores derivados e correlacionados.

Além do O.E.E, os índices e tempos de paradas, hoje em dia, são apresentados com MTBF e MTTR. A parada planejada e corretiva tem o mesmo peso no TEEP. Enquanto, a “performance” é medida também pelo consumo de material e de energia, o que por sua vez influencia no indicador de custo, isso sem falar nos diversos indicadores vinculados a qualidade tais como satisfação do cliente, devoluções.

Mas será que essa fome toda por indicadores não está virando gula?!

gula

3 – A FOME POR INDICADORES ESTÁ VIRANDO GULA

“Não seremos limitados pela informação que temos.
Seremos limitados por nossa habilidade de processar esta informação.”
Peter Drucker

Gula é consumir exageradamente, absorver o que não necessita e desperdiçar. De nada adianta dispersar a atenção identificando, analisando e digerindo montes de indicadores diversos sendo que o mais importante às vezes é negligenciado. A gestão da produção precisa de foco.

O O.E.E é um dos indicadores mais usados na gestão industrial, utilizado principalmente por fazer a diferença entre o lugar comum e a excelência. O importante é saber que podemos economizar tempo e recursos através foco na gestão do O.E.E. Mas a empresa necessita evitar, a todo custo, a má interpretação dos resultados obtidos pelo monitoramento. A qualidade da informação é muito mais importante que a quantidade. Informação tardia, imprecisa ou em grande quantidade ao invés de facilitar a gestão pode desviar o foco.

Pensando nisso, promovemos periodicamente e in company o Treinamento de O.E.E. Neste Treinamento explicamos o conceito de O.E.E, as características do cálculo deste indicador e o evento também é uma ótima oportunidade, de se atualizar sobre as melhores práticas das indústrias que buscam o padrão classe mundial de O.E.E. Veja o depoimento dos participantes que participaram de nosso Treinamento de O.E.E:

“Foi ótimo o treinamento muito objetivo e didático”. Natália Romero-AVON.

“Acima das expectativas”. Ricardo Marques- FABER-CASTELL

“Excelente treinamento”. Carlos Eduardo Domingues- KERRY

“Excelente ferramenta de aplicação para indústria. Precisamos melhorar nossa Disponibilidade, Performance e Qualidade. O treinamento foi totalmente aderente”. Marcelo S. Colmonetti-V&V.

“O Treinamento de OEE é assunto para mais de um dia. Da forma que foi aplicado o treinamento conseguiu abranger muitos ponto-chaves. Parabéns!” Alexandre Chirim- VISKASE.

A lista dos sete pecados continuará com “A Inveja e os 85% de O.E.E.

Continua…

[1] Este texto é baseado no artigo de Eduardo Moura, intitulado “Os sete erros no uso dos indicadores de desempenho” Edição nº 287 de Junho de 2016.