Era uma vez, na terra que antigamente era a Babilônia, atual Iraque, um pobre e modesto alfaiate chamado Enedim. Ele era homem inteligente e trabalhador, que não perdia a esperança de vir a ser rico, aliás riquíssimo. Queria poder se vestir com os melhores tecidos e se deliciar com os melhores banquetes, frequentar os ambientes mais sofisticados, além de ser visto e respeitado como os mais nobres de sua época.

Entretanto, como mero alfaiate não havia muitas formas de enriquecer rápida e grandiosamente. Principalmente, pois sua clientela também não estava entre os que detinham as grandes riquezas. Seu trabalho mal dava para o seu sustento na verdade.

Assim, apenas se ele encontrasse um tesouro de grande valor, ele iria realizar a façanha de tornar-se rico. Contudo, como e onde encontrar um tesouro fabuloso e tornar-se, assim, rico e poderoso? Essa era uma pergunta que não saia de seus pensamentos e, por vezes, furava seus dedos na agulha entre estes devaneios…

 

ONDE ESTÁ O MAPA DO TESOURO?

“A perplexidade é o início do conhecimento.” Khalil Gibran

Um dia, parou na porta de sua humilde casa um velho mercador da Fenícia, que vendia uma infinidade de objetos extravagantes e curiosos. Também curioso e atento às novidades, Enedim começou a examinar entre os artefatos e as bugigangas oferecidas, quando descobriu, entre elas, um livro de muitas folhas com caracteres desconhecidos.

Era uma preciosidade aquele livro, afirmava o mercador, e mesmo sendo preciosíssimo, custava apenas três dinares. Em valores atuais, um real brasileiro vale menos de 320 dinares iraquianos. Mesmo assim, era muito dinheiro para o pobre alfaiate, razão pela qual, o mercador concordou em vender-lhe o livro por apenas dois dinares, afinal, Enedim também era um excelente negociador, a situação de pobreza o fez assim.

Logo que ficou sozinho, Enedim tratou de examinar, sem demora, o bem que havia adquirido. O livro era pesado de tão espesso, e bem ilustrado. Com diversas anotações nas bordas que evidenciava que já o livro tinha passado por outras mãos antes de chegar até as suas. Mas era intrigante a diversidade de símbolos ali contidos.

E qual não foi sua surpresa quando conseguiu decifrar ainda que com certa dificuldade, logo na primeira página, a seguinte legenda: “O segredo do tesouro de Bresa.” Que tesouro seria esse? Certamente, um que o deixaria rico, ele pensou!

QUE TESOURO SERIA ESSE? E ONDE ESTARIA ESCONDIDO?

“Um livro é como uma janela. Quem não o lê, é como alguém que ficou distante da janela e só pode ver uma pequena parte da paisagem.” Khalil Gibran

 Enedim recordava vagamente de já ter ouvido qualquer referência a ele, mas não se lembrava onde, nem quando. Mais adiante decifrou alguns outros caracteres que dizia:

O tesouro de Bresa, enterrado pelo gênio do mesmo nome entre as montanhas do Harbatol, foi ali esquecido, e ali se acha ainda, até que algum homem esforçado venha encontrá-lo.”

Finalmente, uma dica que valia algo precioso. Estava ali a chave para sua tal sonhada riqueza, agora ele tinha uma indicação bem precisa de como encontrar o seu tesouro e enriquecer. Muito interessado, o esforçado tecelão dispôs-se a decifrar todas as páginas daquele livro, para apoderar-se de tão fabuloso tesouro.

Porém, as próximas páginas eram escritas em caracteres de vários povos, o que fez com que Enedim estudasse os hieróglifos egípcios, a língua dos gregos, os dialetos persas e o idioma dos judeus. Um esforço pífio perto do retorno que o tesouro traria.

 Em função disso, ao final de três anos, Enedim deixava a profissão de alfaiate e passava a ser o intérprete do rei, pois não havia na região ninguém que soubesse interpretar tantos idiomas estrangeiros. Desta forma, ele passou a ganhar muito mais do que como mero alfaiate e passou a viver em uma confortável casa.

 

QUANTO VALE O QUE VOCÊ SABE?

 “A sabedoria é a única riqueza que os tiranos não podem expropriar.”

Khalil Gibran

Continuando a ler o livro, Enedim encontrou várias páginas cheias de cálculos, números e figuras. Para entender o que lia, estudou matemática com os calculistas da cidade e, em pouco tempo, tornou-se grande conhecedor das transformações aritméticas. Graças aos novos conhecimentos, calculou, desenhou e construiu uma grande ponte sobre o rio Eufrates, o que fez com que o rei o nomeasse prefeito.

Ainda por força da leitura do livro, Enedim estudou profundamente as leis e princípios religiosos de seu país, sendo nomeado primeiro-ministro daquele reino, em decorrência de seu vasto conhecimento. Passou inclusive a viver em um suntuoso palácio onde recebia visitas dos príncipes mais ricos e poderosos do mundo.

Estar em contato com estas pessoas também o fez conhecer mais de outras línguas, culturas e ciências que até então ele nem imaginava existir. Não se esquecia nunca de seguir decifrando cada página do livro que parecia um labirinto de enigmas. Quanto mais respostas ele obtinha mais perguntas surgiam para serem respondidas…

Contudo, graças ao seu trabalho e ao seu conhecimento, ele e o reino progrediu rapidamente, trazendo riquezas e alegria para todo seu povo. No entanto, ele ainda não conhecia o segredo de Bresa, apesar de ter lido e relido todas as páginas do livro.

Sentia-se até mesmo enganado por ter comprado um livro que prometia conter a chave ou mapa do tesouro. Certa vez, então, teve a oportunidade de questionar um venerando sacerdote a respeito daquele mistério, que sorrindo esclareceu:

 

– O tesouro de Bresa já está em seu poder, pois graças ao livro você adquiriu grande saber, que lhe proporcionou os invejáveis bens que possui. Afinal, Bresa significa apenas “saber”…Com estudo e trabalho pode o homem conquistar tesouros inimagináveis.

O tesouro de Bresa é o saber, que qualquer homem esforçado pode alcançar, por meio dos bons livros, que possibilitam “tesouros encantados” àqueles que se dedicam aos estudos com amor e tenacidade.

 

 

 

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