Veja como o sistema Lean funciona, e confira as razões que o fazem sempre estar presente nas empresas!

Com o crescimento tecnológico atual, a nova era Indústria 4.0 traz à tona conceitos e ferramentas que até poucos anos atrás não eram vistos nem mencionados em nenhum chão de fábrica, nem aqui nem na Alemanha – local de origem do termo, em 2011.

Big Data, Coletores Touch, Internet das Coisas e Machine Learning são apenas alguns exemplos. Logo, diante deste cenário que se torna cada vez mais automatizado, e atrevo dizer sofisticado, fica a dúvida se metodologias para melhoria de desempenho, como o próprio Lean, ainda vão funcionar na prática, não é verdade?

É por isto que neste artigo, você vai entender em primeira mão como o Lean funciona, o porquê da sua importância à sobrevivência organizacional, além de detalhes de suas técnicas e ferramentas mais aplicadas, continuamente necessárias para garantir a melhoria contínua.

Além disso, você irá descobrir os locais onde o lean pode ser aplicado, as razões para sua conexão recente com a metodologia Seis Sigma e projetos que utilizam o método DMAIC. Para então, enfim, chegar à conclusão de que o lean ainda está em alta, e que dificilmente deixará os ambientes organizacionais!

AFINAL, COMO O SISTEMA LEAN FUNCIONA? E POR QUE TANTO SUCESSO?

O Lean é uma filosofia de gestão de origem japonesa que tem como objetivo primário eliminar desperdícios comuns em qualquer processo, sendo eles: produção excessiva, tempo gasto com espera, processamento desnecessário, estoque, movimentação excedente, transporte, retrabalho e talento não utilizado para agregar valor ao cliente.

Em todo processo há desperdício, e por consequência, há o potencial de buscar a excelência!

Portanto, para elevar níveis de produtividade e qualidade, sem a imposição de altos investimentos monetários, basta eliminar ou ao menos reduzir desperdícios, agregando assim valor ao negócio e ao cliente.

E é aí que entram os pilares de sustentação do Lean: o Just in Time (JIT) e o Jidoka, juntamente com a metodologia Kaizen, a base da melhoria contínua!

O conceito Just in Time, ‘entrega na hora certa, na quantidade correta e no local acordado’, é alcançado por meio da produção puxada que visa tornar constante e flexível o processo, seja ele administrativo, fabril ou de serviços.

Para isto, é recomendado o uso de ferramentas para mapeamento de valor, e de gestão de materiais em estoque e em processamento, chamado work in process (WIP). Além, é claro, da atuação constante na redução de paradas (downtimes), principalmente na redução de tempo de setup que se apoia em SMED dentre outras técnicas.

Entretanto, para um processo suportar a constância e flexibilidade acima, faz-se necessário que ele seja seguro e estável, não é?

Então, é aí que entra o pilar Jidoka, ’autonomação’, que serve para proporcionar estabilidade ao processo, mediante a ação de práticas culturais e de técnicas que buscam transmitir maior autonomia ao operário, para identificar erros e oportunidades de melhorias, além de impedir através de dispositivos o surgimento de falhas não planejadas.

Desta forma, para este sistema de gestão funcionar e melhorar dia após dia, a metodologia Kaizen é usada sob o formato de projetos multifuncionais e de curta duração, com intuito de promover a melhoria contínua nas companhias que precisam garantir a sustentabilidade competitiva de seus negócios.

LEAN e SEIS SIGMA: QUAL O MOTIVO DESTA UNIÃO?

Esta união ocorreu por conta do método empregado pelo Seis Sigma para resolução de problemas e desenvolvimento de projetos para melhoria de desempenho: o DMAIC – que obedece ao mesmo conceito do PDCA. Ou seja, além de ferramentas da qualidade e estatísticas, práticas e técnicas enxutas também são usadas.

O Seis Sigma é outra estimada ferramenta de gestão empresarial que surgiu nos anos 80 com o objetivo de acelerar ao máximo os ganhos financeiros de uma companhia. Se o Lean procura primordialmente eliminar desperdício, a metodologia Seis Sigma se utiliza da precisão estatística para produzir e entregar qualidade.

Qualidade esta que compreende todos os serviços executados pela organização, e que só é alcançada por meio da mitigação constante da variabilidade dos processos envolvidos. Tudo isto feito com o propósito de garantir que o cliente, externo e interno também, receba um produto ou uma informação precisa, completa e no prazo.

Um exemplo habitual aqui é a assertividade de entrega para cada 1 milhão de oportunidades, onde somente 3,4 destas ocorrem fora do prazocondição esta conquistada por meio de ferramentas do lean e do Seis Sigma.

Logo, empresas que tem em mãos informações rápidas e verdadeiras sobre seus processos e serviços vitais – aqueles que interferem diretamente no resultado final, saem na frente, com a implantação de projetos Lean Seis Sigma que alcançam resultados mais rentáveis e certeiros: eliminando desperdícios e a variabilidade de processos.

Um conselho para aperfeiçoamento nestas ferramentas, tanto particular quanto para sua equipe, é a série de livros da consultora brasileira, pioneira em Lean Seis Sigma no Brasil, Cristina Werkema.

PODEMOS DIZER QUE O LEAN ESTÁ EM ALTA E, PORTANTO, ESTÁ NA MODA? SIM!

CONTINUE LENDO E DESCUBRA PORQUE A IMPORTÂNCIA DO LEAN SÓ CRESCE:

O LEAN PODE SER IMPLANTADO E GERAR LUCRO EM QUALQUER ÁREA E SEGMENTO?

A razão para o modelo Lean ser aplicável em qualquer segmento de negócio ocorre por causa dele próprio extrapolar as barreiras práticas e metodológicas, e alcançar o status de filosofia de gestão. Por mais que para seu funcionamento seja dependente o uso de ferramentas estruturadas e sequenciais, há algo maior por detrás disto.

E este algo maior refere-se aos stakeholders. Ou seja, compreende todas as pessoas interessadas e envolvidas nos processos da companhia, desde: acionistas, executivos, colaboradores, fornecedores, clientes, órgãos de regulamentação, governo local, moradores ao derredor da empresa, público alvo, terceiros, e por aí vai.

O Lean é um sistema que para funcionar, começa dentro de uma organização, e depois, ultrapassa estas fronteiras.

Desta forma, o fluxo de valor gerado por intermédio dos respectivos produtos e serviços oferecidos pode ser mais eficientemente elevado, fazendo com que a melhoria contínua se perpetue por toda a cadeia de produção: do fornecedor primário ao consumo.

É por isso, que até os dias atuais, a união Lean Seis Sigma ganha participação notória em várias outras finalidades, não mais apenas na manufatura, como por exemplo, em: organizações dos mais variados segmentos, na área de serviços, administrativa, e há pouco tempo, até em startups e hospitais.

LEAN: DE ONDE VEIO E PARA ONDE VAI?

Aos marinheiros de primeira viagem, vale lembrar que o termo “lean” – em português, enxuto, foi apresentado pela primeira vez ao mundo empresarial no ano de 1992 através do clássico literário “A máquina que mudou o mundo”, dos pesquisadores norte-americanos James Womack, Daniel Jones e Daniel Roos.

Mas não parou por aí! Ainda que na época o lean utilizasse como referência o Sistema Toyota de Produção (TPS), famoso principalmente na década de 80 por conta dos resultados expressivos que a companhia automobilística japonesa alcançava, ocorreu à necessidade de expansão da filosofia.

Logo, para promover a aplicação mútua deste novo modelo de gestão mais eficaz por demais organizações em todo o globo, estes pesquisadores patrocinados pelo MIT tiveram a célebre ideia de propor um título para divulgação: Lean Manufacturing, em português, Manufatura Enxuta.

Desde então, o Lean alcança sucesso em escala internacional sem a necessidade de investimentos financeiros significativos, obtendo enorme sucesso na indústria, que como vimos, não é mais apenas oriundo da automobilística, mas também farmacêutica, de alimentos, bebidas, metalúrgicas, e por aí vai.

Vale ressaltar que por conta da quarta revolução industrial, conhecida como Indústria 4.0 ou Manufatura Avançadapor aliar tecnologia e otimização de processos com o aumento da produtividade e qualidade através da redução dos desperdícios, os fundamentos básicos do Lean Seis Sigma se mantiveram intactos. Em qualquer negócio.

A razão é atrelada a sistemas que proporcionam o suporte necessário para implementação rápida e eficiente destes programas de gestão, como o caso da Indústria 4.0, por exemplo.

LEAN SEIS SIGMA E INDÚSTRIA 4.0: ESTES ASSUNTOS SÃO IMPORTANTES PARA VOCÊ?

Grandes evidências surgem da aplicação do Lean Seis Sigma aliada aos recursos tecnológicos atuais: desde ações paperless de eliminação do uso de papel nos processos, até integrações sofisticadas de sistemas computacionais e seus banco de dados cada vez mais potentes e seguros.

Acrescentado ainda o fato das informações estarem disponíveis em tempo real e, desta forma, as ações definidas com a finalidade de eliminar desperdícios tornam-se mais assertivas ao combate de perdas e a otimização de lucro.

De apontamentos manuais para planilhas eletrônicas, de planilhas para programas de gestão, e deste último, para soluções de gestão instantânea: o Lean e o Seis Sigma se apresentam como metodologias atemporais.

Tal consequência ocorre pelas novas tecnologias serem extremamente fiéis aos fundamentos da filosofia Lean, que não deixará de ser usada tão cedo para otimizar resultados corporativos, por seu potencial de ampliar a aderência e agilidade na mudança cultural em conjunto com as mais modernas ferramentas da quarta era.

Para você continuar por dentro deste universo de gestão industrial, não tem erro: é só seguir nosso blog e se interagir toda semana com os novos posts publicados! Se você gostou deste, certamente vai gostar de outros artigos, tais como:

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