Quando produzimos um bem, seja qual for sua natureza, o foco primordial é que ele gere, quando adquirido pelo consumidor, mais valor do que gastamos para produzi-lo. A cadeia lógica custo de produção < que custo final, é o motor básico da economia, em qualquer sistema que se adote. Gerar maior valor com o mínimo custo possível é a chave para o aumento da produtividade, e consequentemente, para o fechamento adequado do ciclo de produção. A equação acima é, por assim dizer, a chave para um desempenho econômico satisfatório – e o germe de um desempenho que possa ser classificado como excelente.

long_distance_running

E a excelência é o que mais se busca dentro do atual cenário econômico, no qual, ao mesmo tempo em que uma grande concorrência se torna comum, e sucessivas crises (reais ou imaginárias) colocam o mercado quase que em “estado de choque”, abrem-se oportunidades para que bons estrategistas se destaquem. Esse panorama ressalta ainda mais a preocupação das empresas com a produtividade. Assim, a abordagem gerencial da produtividade tem se mostrado a grande estrela da maioria das indústrias que desejam se impor em tempos tão voláteis. E isso se aplica a todas as atividades fabris.

Gerenciar a produtividade é algo tão antigo quanto produzir. É certo que, já no tempo dos faraós, o gerenciamento de produção era levado muito a sério, como atestam os controles de produtividade encontrados nos sítios nos quais se construíam pirâmides e outros monumentos. E, como tudo que se faz durante um longo tempo, o gerenciamento de produção evoluiu. Através de análises, interpretação de erros e acertos, e, principalmente, com o desenvolvimento de novos métodos de controle, cada vez mais sofisticados. A produtividade industrial vem incorporando, ao longo da história, diversas ideias e conceitos sobre diferentes modelos de gestão. Poderíamos falar sobre diversos deles, e talvez nunca pudéssemos citar todos. Mas nosso foco está em um modelo particular, baseado no conceito de Eficiência Global de Equipamentos – o famoso O.E.E (Overall Equipment Effectiveness).

manufatura

Provavelmente você já sabe de que se trata o O.E.E. Mas não custa relembrar: trata-se de um indicador de gestão dos recursos de manufatura, que tem como objetivo identificar as mais variadas perdas nos equipamentos industriais. Isso permite que se atue de forma assertiva – tanto de modo preventivo quanto corretivo – na eliminação do desperdício de matéria prima e recursos humanos e energéticos, o que reflete diretamente na disponibilidade, eficiência e qualidade de um determinado produto. Ou, nas palavras de Flávio Dias, “redução dos custos de fabricação, através da eliminação das perdas de tempo, matéria prima, energia entre outros insumos e recursos”.

Ou seja, sem mais delongas, é preto no branco: economizando recursos, cortamos gastos, e com a economia resultante melhoramos a qualidade e aumentamos a quantidade de produção. Simples e eficiente, pois eficiência é simplicidade. Enxergando perdas capazes de comprometer a qualidade e a produtividade nos processos industriais, é possível agir racionalmente e elaborar modelos lógicos que resultem em prevenção ou correção, quando necessário. A partir daí, se torna fácil mensurar a diferença entre o ideal, a meta, e o que efetivamente se é capaz de implementar.

reducao-de-custos-da-empresa

Reduzir custos não é só receita para tempos de crise: é aposta em excelência, seja qual for o momento. E se é redução de custos o que buscamos, ainda que “voemos em céu de brigadeiro” O.E.E é, sem sombra de dúvida, a melhor resposta: Decisiva para a competitividade, O.E.E faz mais por menos. Aumento a qualidade do trabalho, reduz desperdícios com tempo, material, energia, e com tudo – ou quase tudo – que se possa imaginar em relação a processos industriais. Reduzir gastos sem comprometer a qualidade produtos já foi um grande desafio. Agora, é uma questão de escolha. “Eficácia diz repeito ao resultado” – Flávio Dias