Neste artigo comparamos um passo a passo básico da resolução de problemas em equipe com as sete maravilhas do mundo antigo que povoam a imaginação da humanidade desde tempos imemoriais. Estas realizações trazem em si muito do que entendemos ser necessário para se atingir um bom índice de resolução de problemas, seja pelas condições e métodos de como foram construídas, a maravilhosa sensação causada nos que as viram erguidas ou mesmo a intenção de seus idealizadores. As maravilhas são listadas pelo poeta e escritor grego, Antípatro de Sídon, que escreveu: “Pus os olhos nas elevadas muralhas da Babilônia, nas quais há um caminho para carruagens, e na estátua de Zeus pelo Alfeu, nos jardins suspensos, no colosso do Sol, no enorme trabalho das altas pirâmides e no vasto túmulo de Mausolo; mas quando vi a casa de Ártemis que subia às nuvens, aquelas outras maravilhas perderam seu brilho e eu disse: “Eis que, além do Olimpo, o Sol nunca olhou tão alto”. Eis a nossa lista:

  • DEFINIR LIDER E TIME QUE ATACARÁ O PROBLEMA – ESTATUA DE ZEUS

“De todas (as coisas) o raio fulgurante dirige o curso.”

_Hesíodo

A magnífica estátua de Zeus, que ficava em Olímpia, possuía o tamanho de um prédio de cinco andares, tendo sido esculpida pelo genial Fídias em ouro e marfim por oitos anos seguidos. A estátua era para representar o pai dos deuses, que combinava em si as características do líder perfeito, ao mesmo tempo em que exibia as fraquezas e questionamentos humanos, sem os quais não poderia ser glorioso como era. Assim como entre os deuses, os envolvidos em ações feitas por uma equipe na busca pela resolução de problemas, precisam de um líder capaz de: definir, preparar e acompanhar a equipe durante a resolução do problema. Sendo ele, o líder, o responsável direto de muitas das ações como por exemplo a descrição do problema.

  • DESCREVER O PROBLEMA – COLOSSO DE RODES

“Um problema bem definido é um problema meio solucionado”.

_ Charles F. Kettering

 

Construído para comemorar a vitória de Rodes contra o governante macedônio Antígono Monoftalmo, cujo filho, Demétrio I, sem sucesso, sitiou Rodes em 305 a.C., o Colosso tinha a mesma altura da estátua da liberdade, e foi construído à imagem das descrições míticas de Hélios, o deus-titã do sol. Assim como foi necessária para dar forma à figura de um deus, a descrição é importante também em todo problema, sendo responsável por boa parte da resolução no sentido de identificar e delimitar a abrangência do problema. Vale lembrar que identificar e descrever o problema é diferente de analisar o problema. Ou seja, este é apenas o primeiro portal para buscar a resolução dos problemas. Mas, mesmo assim, algo precisa ser feito de imediato.

  • REALIZAR AÇÕES DE CONTENÇÃO- TEMPLO DE ARTÉMIS

“Ártemis das terras selvagens, Senhora dos Animais”

_Homero

 

O templo de Ártemis era o maior templo do mundo antigo, e durante muito tempo o mais significativo feito da civilização grega e do helenismo, construído para a deusa grega Ártemis, da caça e dos animais selvagens. Feito para celebrar uma deusa que agia sempre de acordo com a situação que se apresentava, uma vez que era uma caçadora, e lidava com fatores imprevisíveis, o templo também representava uma homenagem à perspicácia, à astúcia e à tomada de decisão sob pressão, como é característico no exercício da caça. Ações de contenção não são ações provisórias que se tornam permanentes, nem tampouco, gambiarras que escondem o problema em baixo do tapete. Todavia a ação de contenção é a ação imediata que se toma ao identificar o problema quase como um tratamento de primeiros socorros. Depois disso, torna-se essencial analisar e eliminar as causas do problema.

  • ANALISAR A CAUSA-RAIZ- FAROL DE ALEXANDRIA

“A desconfiança é o farol que guia o prudente.”

― William Shakespeare

Construído pelo Reino Ptolomaico entre 280 e 247 a.C. na cidade de Alexandria, o farol tinha entre 120 e 137 metros de altura. Por muitos séculos, foi uma das estruturas mais altas do mundo, e servia a um propósito fundamental: guiava os navios de volta a seu porto de origem, ou mostrava o porto aos navegantes estrangeiros. Assim, ele se relacionava tanto com a origem dos viajantes quanto com ao seu destino, sendo, em última instância, um guia. Por isso ele se relaciona aqui com a análise da Causa-Raiz, pois simboliza a luz que mostra o caminho rumo ao cerne das coisas. Mas aqui caberá não apenas uma análise e sim ações eficazes contra os causadores do problema, em especial a Causa-raiz.

  • ESTABELECER AÇÕES CORRETIVAS – PIRÃMIDE DE GIZÉ

“Meu nome é Ozymandias, rei dos reis: Contemplem minhas obras, ó poderosos, e desesperai-vos!” _Percy Shelley

 

 Um plano de ação voltado a corrigir o problema de forma permanente. Podemos comparar as ações corretivas permanentes com o a pirâmide de Gizé, a única das maravilhas que permanece até hoje. Egiptólogos acreditam que a pirâmide foi construída como um túmulo durante a IV dinastia egípcia para o faraó Quéops ao longo de um período de 10 a 20 anos, em torno de 2 560 a.C. Inicialmente com 146,5 metros de altura, foi a maior estrutura do mundo até a idade média. Sua construção é sinônimo de solidez e resistência, pois foi feita para durar e pensada para atravessar as eras, seja qual for a intempérie, como devem ser as ações corretivas.

  • AÇÕES PREVENINDO REINCIDENCIA -MAUSOLÉU DE HALICARNASSO

” A primeira condição para a imortalidade é a morte”

– Stanislaw Jerzy Lec

 

O mausoléu foi uma tumba construída entre 353 e 350 a.C. em Halicarnasso para Mausolo, um sátrapa do Império Aquemênida, e Artemísia II de Cária, sua irmã e esposa. A estrutura foi desenhada pelos arquitetos gregos Sátiro e Pítis, para ser a morada final perfeita, que nunca poderia ser superada em glória e suntuosidade. Assim como os arquitetos do mausoléu o construíram de forma perfeita, evitando qualquer erro e fazendo com que qualquer tentativa de construir algo mais glorioso fosse frustrada, prevenir a reincidência do problema mostra que a equipe absorveu algumas lições e foi capaz não somente de superar os obstáculos mas garantir que não tropeçaria novamente neste caminho.

  • RECONHECIMENTO DA EQUIPE – JARDINS SUSPENSOS DA BABILONIA

“Neste palácio ele ergueu calçadas muito altas, sustentadas por pilares de pedra; e plantou o que foi chamado de paraíso suspenso” – Flávio Josefo

 

O reconhecimento é tão necessário quanto a identificação, análise e resolução do problema, visto que sem o reconhecimento, não se cria o reforço positivo das ações que garantem a não reincidência do problemas. Grave isso: ‘sem o reconhecimento, não se cria o reforço positivo das ações que garantem a não reincidência do problemas’. Até por isso, comparamos a melhor e mais linda fase da resolução de problemas com um presente: Acredita-se que os jardins (de existência incerta) tenham sido construídos na antiga cidade da Babilônia, próximo de onde atualmente se localiza a cidade de Hillah, no Iraque. Nas obras de Josefo, encontram-se citações ao sacerdote babilônico Beroso, que teria escrito em aproximadamente 290 a.C. que os jardins suspensos eram obra do rei neobabilônico Nabucodonosor II, que governou entre 605 e 562 a.C., em homenagem à suas esposas. As esposas do rei, na antiga babilônia, atuavam como sua “equipe ministerial”, sendo muito semelhantes à vizires ou conselheiros. O mais famoso monarca da mesopotâmia possuía uma equipe fantástica, e não foi à toa que o nome “Babilônia” se tornou um sinônimo de civilização por muitos milênios.

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